Artigo

Fertilidade Masculina

A nutricionista Essence Prime Care, Drª Marta Magriço, fala sobre a fertilidade no masculino.

Qual o impacto do estilo de vida na fertilidade masculina? 

Têm sido conduzidos diversos estudos com o objetivo de investigar a relação entre a qualidade do esperma e fatores modificáveis como o estilo de vida. Alguns estudos até têm avaliado a associação do padrão alimentar com parâmetros como contagem, concentração, motilidade, morfologia e fragmentação de DNA dos espermatozoides.

Verificou-se que uma alimentação com base no elevado consumo de gordura alimentar, em especial gordura saturada, um consumo elevado de carne vermelha e de produtos de charcutaria, associado a um baixo consumo de hortofrutícolas conduzia a um aumento do stress oxidativo e consequentemente a danos no ADN dos espermatozoides e diminuição da qualidade dos mesmos.

Por outro lado, uma alimentação hipercalórica, com elevado índice glicémico e baixa densidade nutricional, ou seja, pouco equilibrada, está diretamente associada a condições metabólicas como obesidade, diabetes tipo II e resistência à insulina.

Atualmente sabe-se já que estas condições afetam a fertilidade, prejudicando-a.

Portanto, é importante procurar ajuda para adquirir um padrão alimentar equilibrado (padrão alimentar mediterrânico), para gerir o stress do dia-a-dia e para aumentar a prática de atividade física.

O que pode ajudar a promover a fertilidade masculina?

1. Frutas e vegetais 

Associados à melhoria da qualidade do esperma e consequentemente da fertilidade. A investigação recente sugere que os pesticidas podem alterar este benefício do consumo de frutas e vegetais. Sempre que possível opte pela versão biológica.

2. Frutos secos e sementes 

Melhoria da qualidade do esperma. Foi verificado em alguns estudos que o consumo de frutos secos estava associado a um aumento do tempo de vida, mobilidade, morfologia e contagem de espermatozoides. Optar pelas versões cruas e sem adição de sal.

3. Cereais integrais

Diminuição da resistência à insulina e do perfil inflamatório que provoca danos no ADN do esperma.

4. Peixe

Especialmente os peixes como o salmão, sardinha, atum, cavala representam das maiores fontes de DHA e EPA na alimentação. Como tal, a sua incorporação no padrão alimentar pode estar associada à melhoria da qualidade do esperma.

5. Ómega 3

Conhecido pelas suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Tem sido demonstrado que os ácidos gordos polinsaturados têm impacto positivo na concentração, número e morfologia do esperma e têm a capacidade de alterar a composição da membrana celular dos espermatozoides, suportando a sua função. Tem-se verificado que a suplementação em EPA e DHA aumenta significativamente a mobilidade dos espermatozoides.

6. Zinco

Níveis adequados de zinco são fundamentais para a correta produção de espermatozoides e para melhorias a nível da mobilidade, morfologia, função e viabilidade. A deficiência deste oligoelemento está presente em casos de oligospermia, astenozoospermia e azoospermia. Devido às suas propriedades antioxidantes considera-se o zinco como protetor dos espermatozoides.

7. Selénio

Parece ter um efeito protetor contra o stress oxidativo no ADN do esperma ao mesmo tempo que aumenta a motilidade e viabilidade espermática. Vários estudos concluíram que os homens que tinham questões relacionadas com a fertilidade apresentavam baixos níveis de selénio no esperma quando comparados com a população geral. No entanto, tanto a deficiência como o excesso de selénio podem estar associados a consequências para a fertilidade.

8. Q10

Na sua forma reduzida como ubiquinol tem um efeito antioxidante e está envolvida nos processos que impliquem dispêndio energético, nos quais se inclui a mobilidade dos espermatozoides. Verificou-se, em alguns estudos, que os homens que faziam suplementação com coenzima Q10 apresentavam uma maior concentração de espermatozoides, assim melhor mobilidade. É possível que a coenzima Q10 proveniente da alimentação não seja suficiente para melhorar os parâmetros descritos.

9. NAC (n-acetilcisteína)

Tem sido associada ao aumento do número e mobilidade dos espermatozoides, assim como ao aumento do número de espermatozoides com uma correta morfologia (após 3 meses de suplementação). Adicionalmente, parece diminuir a fragmentação do ADN no esperma e aumentar os níveis de testosterona no sangue.

10. L-carnitina

Interfere no processo de fornecimento de energia aos espermatozoides. Quando suplementada tem a capacidade de afetar positivamente a espermatogénese, a maturação dos espermatozoides e a sua mobilidade.

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